O Alentejo é a maior e mais calma província de Portugal. De características únicas, com as suas planícies e montes, onde se pode encontrar pessoas de uma hospitalidade sem fim, atrai frequentemente a população citadina, que se escapa do bulício diário e aproveita toda esta calma para refazer energias.
A sombra das suas árvores é um convite ao descanso, alternado com a prova dos apetitosos pratos da rica gastronomia alentejana (como as migas, açorda, ensopado de borrego, sopa de tomate, gaspacho, sopa de cação, sarapatel, os doces, enchidos e os queijos) acompanhados por um dos seus famosos vinhos.
O Alentejo, cuja palavra significa literalmente “além do Tejo”, situa-se a sul deste rio, no sul de Portugal. Com 290 freguesias que integram 46 concelhos, distribuídos pelos distritos de Portalegre, Évora, Beja e parte do distrito de Setúbal, esta província tem em média 19,9 habitantes por Km2, a mais baixa densidade populacional de Portugal e uma das mais baixas da Europa.
É uma terra pobre, em que os seus habitantes se habituaram, ao longo da história, a fazer um grande esforço para sobreviver. Os naturais do Alentejo são pessoas francas, abertas, generosas e hospitaleiras. As figuras características dos trabalhadores alentejanos são o ganhão, abegão, pastor, tirador de cortiça, vindimadeira, podador, almocreve, tendeiro, regatão, entre outras.
O clima alentejano é temperado, com características mediterrânicas e continentais. Mas, por vezes, torna-se muito quente, podendo as temperaturas atingir os 35 graus. Como o índice de pluviosidade é muito baixo, esta região sofre frequentemente períodos de seca. Os seus solos são, normalmente, de origem granítica, sendo solos de médio a baixo nível de fertilidade.
É inegavelmente uma região vitivinícola, com uma longa história ligada à cultura da vinha que remonta aos tempos romanos. Os documentos históricos mais antigos provam que a cultura da vinha no Alentejo se praticou nos primeiros momentos da Independência Nacional. Mesmo antes da exportação dos vinhos do Douro e do tão afamado Vinho do Porto, o mercado exportador português levava para fora vinhos provenientes do Sul do País, apreciados pelas suas qualidades, com a sua côr intensa e o seu elevado grau alcoólico.
No século XIX, devido ao aparecimento catastrófico do oídio, míldio e filoxera, os viticultores viram-se obrigados a realizar consociações, entre videiras e olivais, para sobreviver. Mas no século XX, a criação de Adegas Cooperativas veio dar novo ânimo aos viticultores e fazer renascer a cultura da vinha e do vinho. É neste contexto que surge a Adega Cooperativa do Redondo, em 1960.
A posterior demarcação das oito regiões vitivinícolas autorizadas a produzir vinhos VQPRD (Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos, Vidigueira, Évora, Granja-Amareleja e Moura) veio dar um novo alento e responsabilizar ainda mais a região do Alentejo, que se pode congratular pela qualidade excelente de muitos dos seus vinhos.
A Adega Cooperativa de Redondo situa-se numa das regiões mais calmas e belas de Portugal.
O Alentejo situa-se no sul de Portugal e o seu clima quente favorece a cultura do vinho e da vinha, de qualidade reconhecida a nível nacional e além-fronteiras.